Sexta-feira, 28 de Maio de 2010

Alunos do 10º ano descobrem o litoral da zona norte do país

 

No dia 26 de Março, no âmbito da disciplina de Geografia, as turmas 10º G, 10º H e 10º I participaram numa visita de estudo que lhes deu a conhecer um pouco mais sobre os recursos hídricos e marítimos.

Tendo como objectivos o reconhecimento de que, as actividades humanas interferem na quantidade e qualidade das águas, o equacionar dos riscos na gestão dos recursos hídricos, o reconhecimento da necessidade do controlo da quantidade e qualidade da água, a compreensão da acção erosiva do mar sobre a linha da costa, a compreensão que a existência da actividade piscatória induz o desenvolvimento de outras actividades e a clarificação da importância do ordenamento das orlas costeiras, esta visita decorreu sob a responsabilidade dos docentes Eduardo Anjos e Fernanda Barbosa, ambos professores de Geografia.

O percurso da visita teve início no Parque Biológico em Vila Nova de Gaia, o primeiro centro permanente de Educação Ambiental do país, onde vivem em estado selvagem centenas de espécies de animais e plantas. Aí conhecemos o guia que nos acompanhou na nossa visita. Através do autocarro visualizamos o Rio Douro, a Ribeira de Gaia, onde podemos observar uma erosão dos montes e terras que a água atravessa, e estas arrastam aluviões que se vão depositando ao longo da costa, ajudando a formar as praias arenosas.

Posteriormente, contemplamos a Afurada e o Estuário do Rio Douro, rico em peixe, desde Sável, Lampreia à Enguia, e também em bivalves, como o Berbigão. É aí que muitos peixes desovam e se desenvolvem nas primeiras fases de vida, antes de se aventurarem nas águas mais profundas e agitadas do oceano.

Uma formação típica dos estuários são os sapais, associações vegetais de quenopodiáceas, juncos e outras espécies, no estuário do Douro apenas resta uma pequena amostra de sapal, em recuperação natural, na Baía de S. Paio, pois tudo o mais foi destruído. É nestas zonas, ricas em nutrientes transportados pelos rios, que se reproduzem muitas espécies de peixes e outros seres vivos aquáticos, estes por sua vez servem de alimentação a aves durante as suas migrações. Ainda, durante a visita podemos observar cerca de seis Garças-reais, aves cinzentas, que têm um bico comprido, as patas altas e fininhas, para poderem pescar o peixe.

 Observamos também uma grande formação dunar que separa o estuário do rio Douro do oceano, e que se formou como resultado da acumulação de areias, umas trazidas pelo rio outras pelas correntes marinhas, o Cabedelo do rio Douro. Podemos visualizar a existência de passadiços elevados para que as pessoas pudessem andar sobre as dunas, não pisando nem destruindo a vegetação.

O guia indicou-nos que nas dunas existiam plantas infestantes, como a erva das pampas (da Argentina), e também os chorões uma planta com uma rama carnuda, retêm os taludes.Referiu também que devido ao avanço do mar, foi necessário a cidade de espinho ser protegida de esporões. Posteriormente, entrámos numa zona de litoral arenoso, apesar de se verificarem alguns afloramentos graníticos, como o caso da praia de Lavadores (formada já à cerca de 90 milhões de anos), pudemos verificar a situação problemática aí existente, nomeadamente a construção de edifícios, bares e casas clandestinas no cordão dunar, mais precisamente na duna primária, que em caso de proximidade do mar pode levar à destruição dos mesmos.Para evitar tal situação o estorno, uma planta dunar muito importante para reter a areia, faz o efeito natural da paliçada, o que faz com que a areia embata nele e perca velocidade, ajudando, assim, a conservação das dunas.

Muitas ribeiras e rios, ao chegarem às dunas, formam lagunas, lagoas. O principal problema é o facto de estas estarem a desaparecer, porque foram entulhadas, ou foram feitas construções, no entanto estas acabam por ser abandonadas devido à humidade nelas existente. A Poça da Ladra é um exemplo disso.

Em seguida, partimos em direcção ao Parque de Dunas da Aguda, onde encontrámos uma exposição sobre dunas e flora dunar, que aí se encontram melhor preservadas, devido à proteção dos sistemas dunares.                                                                                    
O próximo destino foi a Barrinha de Esmoriz, uma importante zona húmida do litoral entre a Ria de Aveiro e o rio Douro, que apresenta uma interessante diversidade de habitats característicos de zonas dunares e zonas húmidas, aves de interesse ecológico (como os Rouxinóis-dos-caniços e a Galinha-d'água), e uma riquíssima variedade de fauna e flora (como os caniçais).Admirámos as dunas de Ovar, onde nos foi informado que estas tiveram como objectivo proteger a agricultura da invasão das areias, e que por isso nelas se construíram paliçadas e sementeira e se plantaram Estorno e outras plantas dunares. Só depois de fixada a duna é que se procedeu à plantação de Pinheiros-bravos e outras espécies.

O nosso último destino foi a reserva natural das dunas de S Jacinto, situada no extremo da península que se estende entre Ovar e a povoação de S Jacinto. Seguiu-se um momento mais informal, retemperando forças, servindo este como um momento de alguma descontracção, onde foi possível a partilha de ideias e de amizades, com os colegas da outra turma que nos acompanhou nesta visita. Entre dois dedos de conversa, foi possível a partilha de alguns aperitivos, enquanto as nossas conversas iam derivando para relatos sobre alguns locais da visita, fazendo uma espécie de rescaldo, ou resumo, até, de alguns aspectos mais relevantes e que entretanto nos ficaram na retina, sobre alguns dos monumentos que tínhamos acabado de visitar.

Após um dia repleto de novas experiências, regressámos a Vila Verde, com conhecimentos mais amplos nesta área. 

 

Escrito por  Inês Cruz nº 10 10º H, para o Jornal da Escola   
28 de Maio de 2010

 

 

 

publicado por clacas às 17:19

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Um grupo de professoras de Biologia e Geologia da Escola Secundária/3 de Vila Verde propuseram a candidatura da escola ao Programa Eco-Escolas e nesta sequência surge este blogue. Através deste espaço pretendemos dar a conhecer as actividades realizadas na nossa escola e na comunidade extra-escolar, no âmbito deste programa, sendo o suporte de muitas dessas acções o Clube-Laboratório Aberto à Ciência, ao Ambiente e à Saúde.

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